A bolacha mais descrocante :3

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Um coração não tem limites. Quando cai e se parte, podíamos ficar sem alguns bocadinhos, que perdidos nunca mais eram achados. Não creio em tal teoria. O coração é grande, e viver é sentir. É bom sentir o sangue ferver na pele, é bom sentir-nos quentes, é bom sentir-nos completos. Quando ele se parte, reconstruímo-lo e acrescentamos um bocadinho, para dar espaço a que mais coisas boas entrem na nossa vida. Tumblr: http://raquelinhac.tumblr.com/
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sábado, 21 de abril de 2012

Sometimes, life doesnt give us what we expected.

Podemos mostrar grande confiança em nós mesmos, mas mostrar não é igual a ter. 
O exterior nem sempre corresponde ao que se passa interiormente. Dentro de nós podemos ter grandes reboliços, grandes confusões, podemos ser luz ou escuridão. Podemos voar cá dentro. Mas por vezes também nos sentimos enfraquecer; o nosso coração bate mais devagar, enfraquecendo ao som do eco dos segundos a passar, neste espaço tão vazio.
São precisos escapes, escapes para a frustração, para a tristeza, para a raiva, porque isso não pode ficar cá dentro, ou afoga-mo-nos, o vazio engole-nos. Precisamos também de manter a cabeça fria, a cara impassível. porque sou feita de ferro, porque nada me deita a abaixo, nem nada me abala.
Sim, falo agora na primeira pessoa, pois é disso que este texto se trata.
Da minha forma de ser. 
Tento ser sólida.  Sou quem sou, e não o tento mudar. Tenho as minhas opiniões e os meus desejos. Tenho os meus sonhos e os meus medos. E guardo tudo para mim.
É assim feita a minha solidez. É preciso ser forte nos dias que correm, não sabemos quem são as pessoas a quem vemos o rosto mas não a alma. Não sabemos se serão amigáveis, ou se nos esfaquearam nas costas. Simplesmente não sabemos o que esperar, por isso, não devemos esperar nada. 
Devemos fazer as coisas por nós mesmos, e devemos sentir-nos capazes de seguir com as nossas vidas quando o mundo não corresponde às nossas expectativas. 

O passado pode não ter as memórias que gostariamos de ter, e o presente pode estar a desiludir-nos, mas o futuro está ainda por escrever, estamos à espera de quê para criar as condições que precisamos para ter a história que sempre desejámos?

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Home.


Estive uns tempos longe deste sitio. E voltei.
É curioso como eu detestava este lugar, como me repugnava o toque da terra,  como me incomodavam os pequenos animais esvoaçantes, ou rastejantes, como eu queria sair daqui com todo o meu fervor.
Oh! Como eu desejava o movimento da cidade, as cores das ruas, e da multidão que passava   com destino desconhecido, o passar de corpos sem rosto, de carros com sons, de luzes na noite mais escura.
Mas hoje quando regresso a este local, sinto bem vindo o silêncio dos pássaros a cantar, das árvores a mover com o vento, de poder contar Mil estrelas na noite escura se quiser; e principalmente de poder recordar cada bocadinho de ser que fui enquanto aqui cresci.  Quando chove, o cheiro a terra molhada tem um gosto familiar, e quando venho para esta mesma janela lembro-me de tanta coisa que eu pensei neste lugar. 
Consigo percorrer os mesmos caminhos e quase por momentos tocar os mesmos sentimentos que tive há muitos anos atrás.

É bom vir a casa.        

terça-feira, 3 de abril de 2012

Try it. Feel it.

Precisamos de passar por certas experiências. 
Só assim podemos ter os olhos abertos às situações;
só assim podemos realmente saber o que sentimos em relação às coisas. 

E é preciso sentir, pois é através dos sentidos que a realidade chega até nós.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

It's time for a break.

Por muito tempo não fui fiel a mim mesma;
Cheguei a sentir que eu não poderia ser uma coisa, nem poderia ser outra,  apesar de ter sido as duas.
Precisei de experimentar e de ver qual a personalidade que mais se adaptava a mim.

Andei por muito tempo à procura de quem sou.
Hoje, sei que ainda tenho muito por descobrir, muito por construir.
Mas sinto-me mais perto.

:)

sábado, 19 de novembro de 2011

Crise de personalidade - take 1

Estive demasiado tempo acompanhada. Foram longos meses com uma pessoa ao meu lado. Uma pessoa que (eu pensava que) me amava. Que me fazia sentir querida e especial, que me protegia de todo o mal, que me fazia sentir segura independentemente do que quer que acontecesse.
Mas perdi essa pessoa, e penso que perdi uma parte de mim. A capacidade de acreditar. E não morreu o romantismo, e a capacidade de sonhar. Não essa não morreu. É simplesmente asfixiada por mim.
Perdi também essa minha segurança. Hoje em dia estou diferente. Sinto-me diferente. E não sei bem aquilo em que estou diferente. Mas não me sinto bem comigo própria. Acho que estou mais inconsequente, menos pensativa, menos cautelosa. Mas quero recuperar essa cautela. Mas sinto-me instável.
Perdi o que me costumava estabilizar. Mas por estranho também não o quero recuperar.
Eu sei, eu sinto, que algo está errado. Que preciso de algo, para me sentir bem. Mas não encontro.
E sei que só encontrarei quando deixar de procurar.
Só espero que eu não cometa nada de que me arrependa até lá.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Isto ou aquilo?

Eu tenho o grande defeito de dizer que aquilo que quero é exactamente o oposto do que tenho.
Quando me imaginava "comprometida" pensava que aquilo que eu estava a precisar era de um tempo sozinha, só para mim, para ser livre como os pássaros e voar bem longe. Contudo, neste momento que me vejo sozinha sinto-me demasiado só, demasiado parva também, por ter agora o que desejei, sem saber o que estava a desejar e ver-me agora arrependida até ao meio do osso.
A semana passada mal parei em casa, e fartei-me de queixar-me que tinha que parar, que tinha que me deitar cedo, que tinha que dormir em condições.
Ontem fiquei em casa. Hoje estou em casa. Simplesmente chego à conclusão que ficar em casa não é realmente o que me apetece.

Devo andar com um problema de dupla personalidade não? :s